Segunda-feira, 20 de Março de 2006

::juventude que não se ergue::

Estava a falar com a minha amiga da catalunya, Bàrbara Iniesta Puyol, sobre os tumultos de Paris, sobre a reivindicação estudantil, quando ela me diz que em Espanha é pior, que os estudantes têm contractos temporários e podem não receber qualquer remuneração nos primeiros anos de trabalho. E então a revolta pensei eu? E resolvi calar-me. Em Portugal os jovens mal emprego conseguem, e muitas das vezes estão a trabalhar a recibos verdes...o que fazem eles? Calam e consentem. E de onde vem esta passividade luso-espanhola e a determinação francesa? De anos de exercício de liberdade democrática. Os franceses são democratas por natureza, têm um espírito de participação cívica apurado, um sentido de que l'état sont tous les citoyens. Em Portugal e Espanha, e mais cá, neste país relativo, mora a passividade de cidadãos que calam e comem. Por mais quanto tempo o povo não pensará e não exercerá o seu dever de controlo da liberdade e igualização democrática?

2 comentários:

AGRY disse...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
AGRY disse...

Peço desculpa, estava cheio de gralhas.
Tomo a liberdade de colar, aqui, um excerto duma postagem do meu blog Entregar à raposa a chave do galinheiro:

A miragem duma sociedade mais justa e solidária desmoronou-se como um baralho de cartas.
A frustração gerada pelos acção dos diversos executivos que nos governaram produziu um mal estar em cadeia
A descredibilização da politica e dos políticos instalou-se, com armas e bagagens, e para ficar.
Nos dias de hoje, uma fatia significativa dos cidadãos questiona o ritual eleitoral e a abstenção não pára de crescer.
Nas nossas terras, os contorcionismos da grande burguesia, travestida de democrática, agudizam-se pelo carácter desinformativo e anestesiante dos media ao seu serviço.
A velha táctica de dividir para reinar obteve, inevitavelmente, algumas vitórias. O instinto de posse fragiliza alguns trabalhadores e torna-os presas fáceis e à mercê dos apelos ao consumismo.
A solidariedade, pelo contrário, exige um pouco mais de todos...
Agry